A distância mata, dizem. Ou pelo menos solidifica uma certa agonia na ansiedade de tentar explicar Portugal. Quero lá saber do sucateiro do regime, da maçonaria, do modesto corrupto dos 10,000 Euros, da queixa-crime contra desconhecidos no jogo de futebol Braga-Benfica, dos barões do PPD, do Hulk, do livro do Sousa Tavares, do programa do Governo, do Deus mal disposto do Saramago, do sistema, da ladroagem, da miséria de Portugal contada às crianças. Deixei de viajar com passaporte português. E também não quero saber. |