| Resistir |
A partir do Oceano Pacífico, por António João Correia, um exilado na América do Norte. "Resistir" is Antonio Correia's blog. From the Pacific Ocean...Almost in Portuguese. |
| Correio |
| antoniojoaocorreia@hotmail.com |
|

|
| Para viver |
|
Causas |
|
Lugares da minha vida |
|
Restaurantes |
|
| Universidades |
|
Futebol |
|
Bares |
|
| Jornais e Revistas |
|
|

|
|

|
|
| 11/Jul/2009 |
| O destino dos poetas invisíveis |
Dizem-me que os poetas invisíveis não têm destino: sem leitores estranham o mundo e partem para o absurdo das coisas, da inutilidade do mundo, do desejo pelo desejo. Sabem, pois, dos amores e da felicidade. |
posted by AJC @ 9:21 AM   |
|
|
|
| 7/Jul/2009 |
| Os outros |
Um dia irei saber das vantagens da alma em escrever em português. Os anos, as circunstâncias, fizeram de mim um observador distante, um emigrante destas palavras. Que importância poderá ter a língua em que se escreve? Serão os outros? |
posted by AJC @ 8:36 PM   |
|
|
|
| 6/Jul/2009 |
| Lago da minha aldeia |

Quase noite no lago. Eu sei. |
posted by AJC @ 9:43 PM   |
|
|
|
|
| Lago da minha aldeia |

|
posted by AJC @ 9:42 PM   |
|
|
|
|
| Lago da minha aldeia |

|
posted by AJC @ 9:41 PM   |
|
|
|
| 2/Jul/2009 |
| Os amantes |
A distância é a última barreira. Não sei explicar. A timidez impede-me de escrever sobre a paixão. Espero. Vejo-te nos dias. Despida. Falavas de amor e da redenção dos poetas amantes. |
posted by AJC @ 9:00 PM   |
|
|
|
| 1/Jul/2009 |
| Que fazer? |
Saberei eu, um dia, encontrar-te para ver as tuas as palavras? Imagino-te na cama a olhar as estrelas, sem ilusão. Arrependo-me de não te ver. E se é do abandono, que fazer do desejo? |
posted by AJC @ 9:13 PM   |
|
|
|
| 29/Jun/2009 |
| O nosso amor |
O nosso amor, sabes. E um dia, sem abandonos, iremos ver o nosso amor no meio do mundo. Não sei se sonho contigo, com a tua pintura ou com as palavras, sabes. |
posted by AJC @ 10:51 PM   |
|
|
|
| 28/Jun/2009 |
| O nojo |
O PS está no meio de um descalabro político, mas as vozes credíveis, alternativas, da esquerda democrática socialista estão em silêncio: esperam, dizem-me, um Godot messiânico vindo do lado jacobino empresarial... Quase todos já perceberam que Sócrates está sozinho, em desespero " Freeport", esgotado, num curioso labirinto de angústias e ressentimentos. Lembra, assim, o bom povo que não vota e se queixa do modelo da democracia lusa. Fala-se em ingratidão... Ferreira Leite, uma terrível Ministra da Educação, péssima Ministra das Finanças, e por ser séria (o que no Portugal político é uma raridade), pouco atraente na novidade, é pois o modelo de atavismo que a direita espera para libertar Portugal de si próprio. O nojo da pátria continua. |
posted by AJC @ 10:37 AM   |
|
|
|
| 25/Jun/2009 |
| Morte matada |
Nos anos setenta, em East Providence, onde eu vivi, Michael Jackson era "o maior": nas rádios, na televisão, nas ruas, Michael era o mundo Jackson. Depois cresceu e o mesmo mundo, as coisas, fizeram-lhe aquilo que se sabe. O negócio, quero dizer. O negócio matou-lhe o talento. Como se dizia no Brasil, ele não morreu de morte morrida, morreu de morte matada. |
posted by AJC @ 8:59 PM   |
|
|
|
| 20/Jun/2009 |
| Acontece |
Imagina que eu também sei das estrelas e dos pássaros perdidos pelas circunstâncias deste mundo. Imagina que o destino é o desejo inventado pelo Deus do silêncio; Imagina ainda o meu amor e Lembra-me da ruína deste desespero de não saber dizer mais nada: também sei das estrelas, imagino tantas vezes. |
posted by AJC @ 8:37 PM   |
|
|
|
| 14/Jun/2009 |
| Probabilidades |

A artificialidade de Las Vegas seduz. Nada é. E o tempo, este tempo, lembra uma revolução de poetas sem pátria. Que digo? Las Vegas é a religião da América real, profunda, sem profetas mas com Deus em legítima probabilidade matemática. |
posted by AJC @ 11:38 AM   |
|
|
|
| 4/Jun/2009 |
| Um dia qualquer |
 Kitsilano. Num dia assim. Espero. |
posted by AJC @ 8:54 PM   |
|
|
|
| 28/Mai/2009 |
| É o que é |
O provincianismo português é o que é: ficamos todos contentes com a capa da New Yorker feita pelo Jorge Colombo. Eu fiquei. |
posted by AJC @ 8:01 PM   |
|
|
|
|
| Tempo |
| Sem tempo. |
posted by AJC @ 7:52 PM   |
|
|
|
| 24/Mai/2009 |
| The Limits of Control (“I used my imagination”) |
Que dizer deste filme? Jim Jarmusch anda pelos territórios da vida, da espera, do nada, numa terra que abandonou o amor. Em busca das coisas, talvez do tempo, o filme é também uma homenagem a Burroughs, mas é na brutalidade do nada que revela a distância dos sonhos. "Nothing is"? Talvez o corpo de Paz De La Huerta seja a solução. |
posted by AJC @ 10:20 AM   |
|
|
|
| 18/Mai/2009 |
| Nas compras |
 Fruta da época. Pois. |
posted by AJC @ 11:27 AM   |
|
|
|
|
| Fui comprar pão |
 Pão. No meu bairro. |
posted by AJC @ 11:22 AM   |
|
|
|
|
| Nas compras |
 Presuntos do Pacífico. |
posted by AJC @ 11:07 AM   |
|
|
|
|
| Ponte velha |
 Ponte velha. |
posted by AJC @ 11:03 AM   |
|
|
|
|
| Uma coisa |
 Uma coisa. |
posted by AJC @ 11:00 AM   |
|
|
|
|
| Do código civil |

Obras. |
posted by AJC @ 10:57 AM   |
|
|
|
|
| Uma casa |

Uma casa. |
posted by AJC @ 10:53 AM   |
|
|
|
|
| Janela no Pacífico |
 Uma janela. |
posted by AJC @ 10:49 AM   |
|
|
|
| 2/Mai/2009 |
| O Ann & Hope fechou |
Comprei o pequeno barco, de borracha, para três pessoas, numa loja perto de East Providence, acho que no antigo Ann & Hope. E depois, já em São Lourenço, numa altura em que o mar de São Lourenço existia na minha vida, andava, por ali, mais maré, menos maré, a navegar. E um dia, o Paulinho, que já morreu, e morreu tão novo, decidiu atacar o meu barco. E enquanto eu partia um remo na cabeça do Paulinho, em defesa do barco, o Portugal, que já morreu, e morreu tão novo, meu Deus, navegava em direcção ao ilhéu. Com o meu barco. Lá foram, então, o Paulinho e o Portugal, em direcção ao ilhéu, e eu em terra, cheio de raiva, sem o meu barco de borracha, do Ann & Hope. E, convém dizer, ninguém podia navegar no meu barco, com excepção de uma americana gorda que nunca dizia que não. Conceição, e Conceição adorava estes conflitos de São Lourenço, num tempo em que São Lourenço tinha conflitos, queria logo chamar a polícia marítima ou o cabo do mar, como outras pessoas chamavam a única autoridade presente. António acalmou os ânimos. Chamar a polícia é uma estupidez. Mais vale um barco de salvamento pois eles já estão a chegar ao ilhéu e num barco de borracha só com um remo...Sem perder tempo, Deodato, pai do Paulinho, com uma paciência de santo, lá foi chamar o barco dos Melos, acho que foi o barco dos Melos, e algum tempo depois o barco de borracha estava são e salvo... Durante anos lembrei ao Paulinho o remo que lhe parti na cabeça. Uns meses, acho que meses, antes de ele morrer, e ele morreu tão novo, falámos numa viagem para Santa Maria e ele disse-me que se fartava de rir com as minhas crónicas "jornalísticas". Se o Paulinho era meu leitor, existia então alguma esperança na minha vaidade criativa. Anos antes, por coincidência, ou talvez não, encontrara o Portugal, que já morreu, e morreu tão novo, numa fila do Banco Micaelense e ele veio dizer-me, a propósito de nada, que concordava comigo num artigo que eu escrevi em defesa contra um daqueles bananas pagos pelo poder político local. Quando a Raquel me telefonou a dizer, estava eu em Montreal, em trabalho, que tinha caído um avião da SATA, em São Jorge, perguntei-lhe se ela sabia quem era a tripulação. Ela apenas me disse que um deles se chamava Portugal. Outro dia, sem saber bem como, lembrei-me da história do barco de borracha em São Lourenço. Ia eu a conduzir em direcção à fronteira canadiana e passei por uma loja que jurei ser o Ann & Hope. Mas não era. |
posted by AJC @ 4:42 PM   |
|
|
|
| 27/Abr/2009 |
| Tempo |
Outra vez. Sem tempo.
|
posted by AJC @ 7:03 PM   |
|
|
|
| 26/Abr/2009 |
| A compaixão alheia |
A santidade é uma desgraça. E ninguém explica a origem do enriquecimento de Nuno Álvares Pereira, o forte Nuno. Depois de símbolo de quase tudo, inclusive do salazarismo, agora temos um santo pouco condestável, para lembrar a necessidade dos símbolos patéticos em terra de feiticeiras, mitos e milagres pagos pelos contribuintes. Hoje, Nuno seria general, amnistiado pelo presidente da república com pensão vitalícia pelos serviços prestados à causa da decadência lusitana. Falaria ainda Nuno de orgasmos e da influência do preservativo na política demográfica da grande evangelização. E claro, na Europa, no investimento público, independência nacional, taxas de execução, agricultura, inflação e na alegria de rezar em grupo para salvar os outros. |
posted by AJC @ 9:30 AM   |
|
|
|
| 25/Abr/2009 |
| Buraka Som Sistema |

E vi os Buraka Som Sistema. E gostei. Muito. Muito. E até lhes disse das terras dos poemas. Num cabaret do Pacífico. Poemas. E o resto. Luanda, Lisboa e este Oceano Pacífico. "What the fuck are you talking about"? |
posted by AJC @ 10:52 AM   |
|
|
|
|
| Dance Buraka girl |

|
posted by AJC @ 10:48 AM   |
|
|
|
|
| Power Buraka Som Sistema |

|
posted by AJC @ 10:46 AM   |
|
|
|
|
| Dance Buraka Som Sistema |

|
posted by AJC @ 10:45 AM   |
|
|
|
|
| 50 cents da Lusa terra |

|
posted by AJC @ 10:36 AM   |
|
|
|
|
| Fim do concerto |

|
posted by AJC @ 10:20 AM   |
|
|
|
| 23/Abr/2009 |
| Do tempo |
| Tempo? Sem tempo. |
posted by AJC @ 7:43 PM   |
|
|
|
| 20/Abr/2009 |
| Pátria |
Um dia irei regressar à pátria. Acho que tenho várias. Uma onde nasci, outra onde cresci, outra ainda onde fui, sou feliz. Tenho outras, pátrias, digo, mas depende dos dias, dos anos, da vontade em ver o mundo. |
posted by AJC @ 8:21 PM   |
|
|
|
|
|